segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

João Guilherme

É com lagrimas nos olhos que apresento o João Guilherme. Ta certo que não da para ver muita coisa agora, mas o acontecimento em si já vale a pena. E tenho certeza que ele vai sair mais bonito que o pai (o que não é muito difícil). Em menos de seis meses ele vera a luz do sol.
Na hora de escolher o nome optei por um composto, algo como personagem de novela mexicana. Clemente Soriano, Anselmo Guadalupe, lembram da Maria Joaquina e do Jaime Balilo? e assim vai. Não, não é isso não. Na verdade a mãe, que se chama Maria Marília, veja o nome de personagem mexicano, sempre gostou do meu nome, que para quem não sabe é Guilherme.
Mas pai e filho homônimos vai dar confusão, os dois vão responder toda vez que chamarem: “Ô Gui, pode vir aqui um pouquinho”. A não ser que coloque Junior, nada contra esse nome, mas daí perde-se o Guilherme no meio do caminho.
Então tive a idéia do nome mexicano, quer dizer o nome composto. Luis Guilherme ou João Guilherme. Ficou decidido João porque se amanhã ou depois vier uma menina será Maria. Daí será João e Maria e a casa de chocolate. É lógico que não sera por isso. Será João por causa do discípulo de Jesus. O duro é que apesar de toda essa história, depois acaba ficando apenas ‘Jão’.
De qualquer forma é com imenso prazer que apresento meu filho para vocês e desejo um sincero feliz natal. Antes de qualquer coisa não se esqueçam. Natal é o nascimento de Jesus, portanto convidem Ele para sua ceia.
Guilherme Palma

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

No vermelho

Eu vi, revi, analisei, multipliquei, dividi, somei e subtrai. Não uma ou duas vezes, mas dezenas. E cheguei a conclusão de que estou quebrado. Não tenho mais dinheiro. As contas estendem-se por meses.

E não encontro uma saída, não vejo de onde tirar dinheiro. E com mais uma boca a caminho o prognóstico não é nada animador.

Mas como nunca gostei de reclamar e sim de trabalhar e economizar é uma das poucas coisas que faço bem (apenas me atrapalhei um pouquinho) acredito que posso me agarrar a um fio de esperança.
Guilherme Palma

terça-feira, 24 de novembro de 2009

A chuva em nossas infâncias

Na minha mais longínqua infância, quando tinha entre 10 e 15 anos, sempre no verão gostava de tomar chuva na rua. Podia ser chuva de verão, garoa, chuva fria, não importava. A ordem era se divertir e refrescar, mesmo quando passávamos frio e sujávamos as roupas. Para desespero das mães.
Fazíamos represas nos meio-fios, apostávamos corridas com folhas de árvores nas correntezas que se formavam, construíamos não apenas castelos, mas gigantescas cidades nas areias das construções. Andávamos de bicicleta nos terrenos baldios, era lama da cabeça aos pés. Isso levava minha mãe a loucura e meu lombo debaixo do chinelo dela.
- Pô mãe, ta o maior calor e todo mundo foi, eu ia ficar de fora?
A turma era constituída geralmente por mim, o Tavinho, Andrézinho, Ronaldo (popozão) e o Gui. Mas de vez em quando entravam os mais velhos, Rômulo (Camelo), Rodrigo, Polaco, Digão e o Boca. E às vezes a molecada da rua de cima entrava na dança também. Bons tempos no jardim San Remo, o mesmo onde foi roubada minha bicicleta uma vez. História para outro dia.
No domingo passado começou a chover. E como tem feito um calor dantesco, não resisti, peguei minha bicicleta e fui sozinho. Não tenho mais contato com nenhum colega daquela época. E por um breve e mágico momento me senti novamente com 10 anos de idade. Nessa hora a chuva começou a engrossar, o vento aumentou, começou a escurecer. Cheguei em casa exausto, todo encharcado, enlameado e passando frio, mas muito feliz.
A experiência só não foi mais revigorante porque não tinha os amigos do meu lado. Enquanto andava, não via o Tavinho com a cara toda suja de barro, o popozão com a camisa branca cheia de lama choramingando que mãe dele ia matá-lo. Mais do que se refrescar na chuva, hoje eu percebo que a amizade estava acima de tudo, o divertimento era maior devido a quem estava do nosso lado e a descoberta de coisas novas.
A única coisa que continuou igual é a bronca que eu levei. Minha mãe não estava esperando para brigar comigo por estar emporcalhado de barro, pois não moro mais com ela. Mas a Marília estava e ficou uma fera.
- Pô morzinho, ta fazendo o maior calor e estava com saudades das brincadeiras de infância.
Tem coisas que não mudam.
Guilherme Palma

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Mistura Monstro

Eu estava trabalhando no meu laboratório até tarde em uma noite dessas, quando meus olhos se prenderam a uma visão sobrenatural. A minha criação começou a se levantar de seu esquife sem que eu concluísse o experimento. Parou na minha frente e me lançou um olhar sem vida. E de repente para minha surpresa ele sorriu, pegou a fórmula de dar vida aos mortos e fez a mistura.
E todos os monstros ganharam vida. Do meu laboratório que fica na torre leste até a suíte de Drácula do outro lado do castelo os vampiros faziam a festa. Todos os zumbis vieram de suas humildes residências para agitar com meus eletrodos.
Os mortos-vivos estavam se divertindo. A festa havia começado. Entre os convidados estavam inclusos o Lobisomem, Conde Drácula e seu filho. O cenário era puro Rock’n Roll, todos criavam seus sons. Igor na corrente, voltado para trás uivando. Os carros funerários estavam para chegar com seu coral Os Cinco Chutados da Cripta.
Fora de seu caixão a voz de Drácula saia em espiral. Parecia haver um problema, apenas um. Ele agitou os punhos e disse: “O que estava acontecendo com meu Twist da Transilvânia?” Agora esta tudo legal, Drácula faz parte da banda. E a minha fórmula monstro é o sucesso da terra dos mortos-vivos.
Para você que esta vivendo hoje essa mistura foi providencial. Quando chegar à minha porta e algum monstro atender, diga que fui eu quem enviou o modelo até você. Só por precaução.

Baseado na música Monster Mash de Bobby 'Boris' Pickett & the CryptKickers. Gravada em um disco homônimo para as festividades do Dia das Bruxas (halloween) de 1962 nos Estados Unidos. Traduzido e adaptado por Guilherme Palma.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Paternidade

Eu não tenho nada a dizer sobre a arte de ser pai. Eu não sou pai.

Not yet.

Guilherme Palma



 
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